Pelas Eliminatórias, em Quito, o Brasil enfrentou o Equador e empatou em 1×1. Resultado injusto. O Equador deveria ter ganhado o jogo fácil.
O jogo foi extremamente desigual, só o Equador jogava. O time da casa pressionava, chutava, mas parava nas mãos de Júlio César. Hoje podemos dizer que Júlio César é disparado o melhor jogador da Seleção, nem Kaká é tão importante. O goleirão da Inter é a salvação do Brasil. Sem ele, Dunga teria tido muitas derrotas em sua carreira. Voltando ao jogo, o Brasil até tentou jogar quando tinha a bola, mas foram muitos, muitos, mas muitos mesmo passes errados. Sempre que o Brasil roubava a bola, acabava devolvendo a posse de bola de graça para o adversário. Assim a Seleção não conseguia jogar. Entendo que os erros seriam por causa da altitude, mas por favor eles sabem que a bola corre menos, simplesmente era só passar a bola mais devagar. Não treinaram nada, e não se tocaram durante o jogo, erraram até o último segundo.
A posse de bola do Equador foi muito grande e o time atacou o tempo todo e chutou quase 30 vezes no gol, enquanto o Brasil não finalizou 10 vezes. O Equador tentava de todas as formas mas não conseguia marcar. Dunga então resolveu tirar o soneca Ronaldinho Gaúcho e colocar Júlio Baptista. E a estrela dos dois brilhou. Na primeira jogada, Júlio Baptista recebeu de Robinho, ajeitou no pé direito e enfiou a bomba, ele bateu errado na trave, mas na volta a bola tocou nas costas de Cevallos e morreu no fundo da rede. Era o gol da vitória. Uma vitória extremamente injusta porque o Brasil não tinha jogado nada. Mas a justiça foi feita tarde, aos 43 minutos da etapa final, Júlio César fez ótima defesa, mas a bola sobrou para Noboa encher o pé e empatar o jogo. 1×1 e festa da torcida equatoriana em Quito. Mesmo assim o empate foi injusto, pois o Equador lutou tanto que merecia vencer, mas o futebol é isso e nem sempre o melhor ganha.
O empate colocou o Brasil na quarta colocação que foi ultrapassado pela Argentina e pelo Chile. Risco de sair da zona de classificação é nula, mas o sinal de alerta está ligado. O Brasil não pode jogar tão mal contra o Equador, é uma vergonha. Quarta-feira contra o Peru, lanterna das Eliminatórias, em Porto Alegre, a vitória é obrigação.
Marcel Klein